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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O QUE ESCREVER? - TUDO, OU NADA.

Hoje decidi não escrever nada e ao mesmo tempo pensar em tudo. Pensar é bom, observar também, e quem sabe decido no que escrever. Mas a cada momento que penso também lembro, e essas lembranças me desanimo. Não dar para ser um brasileiro normal e ter memória curta. Esse hábito está nos matando, matando o Brasil.

O que escrever? Muitas vezes penso nisso. Mas penso muito mais que não escrever é um retrocesso para mim. Decido então apenas escrever, e quem sabe, meio que de repentino algo pode vir a minha mente e ganhar algum nexo.

Pensei em escrever sobre algo que vivi, mas logo desisti. Pensei em escrever sobre os problemas do Brasil, mas hoje, me perdoem, estou sem espírito para isso. Acho importante denunciar e escrever sobre os problemas que esse país vive e que tanto no assola, mas hoje não consegui pautar apenas um problema e dissertar sobre ele. Poderia falar sobre o Cabral e suas idas de helicóptero para o trabalho, mas enquanto eu ia andando para o meu, desisti. Poderia falar sobre a oposição no Brasil que é contra o Plebiscito. Li e ouvi no dia de ontem que o líder do movimento é o Eduardo Cunha, Deputado Federal pelo Rio de Janeiro. Aí a minha memória me trouxe as lembranças de ter visto Eduardo Cunha pelas ruas de Barra Mansa, fazendo campanha. Essa lembrança me trouxe náuseas, pois se trata de um cara que faz acordo com qualquer um, e basta lembrar as pessoas que o acompanhavam em suas caminhada, assim como suas alianças. Sou obrigado também a lembrar que Eduardo Cunha assinou a favor da PEC 37, assunto esse que continuaremos abordando por aqui. Lembrando disso tudo, decidi não escrever sobre ele, pois ele só representa uma fatia que vende seu voto por um punhado de droga, uma outra de alienados políticos e de uma outra que adora um discurso cristão, mas que não são imitadores de Cristo.

Queria falar sobre futebol. Tá aí um tema que eu gostaria de abordar mais por aqui. Já cheguei a pensar em escrever semanalmente sobre isso, ou pelo menos duas vezes na semana, como se fosse um apanhado da rodada. Isso se tratando de Campeonato Brasileiro, quem sabe ainda faço isso, e quem sabe ainda este ano. Está algo a pensar. Mas escrever sobre isso agora ainda me causa problemas. Não consigo esquecer de quanto custou a Copa das Confederações, e que a mesma não trouxe nenhum retorno ao Brasil. Não consigo esquecer as cifras bilionárias disso tudo, enquanto na UPA, se demora horas para atender um miserável com dor.

Pensei em falar da EDUCAÇÃO. Aí me lembrei que o Senado em sua proposta retirou dinheiro da EDUCAÇÃO. E por acaso me lembrei que o Presidente do Senado é Renan Calheiros. Parei de vez de pensar nisso. Pelo menos hoje. Só hoje, ou talvez não.

Pensei falar da importância das Organizações de Base, mas aí me deparo com notícias de que pessoas sem nenhum comprometimento tentam pegar uma Associação para o claro proveito próprio. Isso obviamente se espalha por todo país. Sempre foi assim. As Associações de Moradores viraram currais eleitorais, sempre a serviço do interesse daqueles que não se mexem em prol da população. Mas fico feliz que as coisas podem mudar. Chego a essa conclusão quando vejo pessoas sérias lutando por seus bairro. Minhas saudações Simone.

Pensei em escrever sobre as mudanças das prefeituras em todo país nas eleições passadas. Mas aí desanimo, quando começo a procurar essas mudanças. Elas ainda não ocorreram, pelo menos não como prometidas. Me deparar com um palhaço que pediu voto para o incompetente do Zé Renato durante a eleição passada, tendo cargo de confiança no Governo de Jonas Marins em Barra Mansa, me leva a crer que ainda existe muita coisa a mudar, principalmente na base desta construção. Mas não quer dizer que as coisas não podem mudar, basta ter vontade política de que isso aconteça. Ainda creio que vai, pelo menos é a minha torcida.


 Pensei e não escrevi. Decidi no dia de hoje não falar de nada, apenas observar e relaxar. Nãos sei se deu certo. No final, continuo sem saber o que escrever, ou será que não.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A CONVOCAÇÃO DE FELIPÃO E A NOSSA DERROTA, E NÃO ESTOU FALANDO SÓ DE FUTEBOL.


A Copa das Confederações está para começar, e a seleção foi convocada. E mais uma vez, não agradou. A seleção em campo promete repetir o fracasso que esta Copa tem sido fora dele. Milhões gasto em nada, e nada gasto em tudo que é importante neste país. As semelhanças com 2002 tem que ser levadas em conta, mas as diferenças são evidentes. Na nossa postagem de hoje, um pouco de futebol, mas que apesar de ser uma paixão, é também o nosso pão e circo. Milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção.


Houve um tempo que times inteiros, de clubes brasileiros, apenas trocavam de camisa e viravam a Seleção Brasileira de Futebol. O caso mais curioso é o da Olimpíadas de 1984, onde os 11 titulares do time do Internacional representaram o Brasil e trouxeram para casa a medalha de prata. Em outros acasos alguns times tiveram sua base convocados e o entrosamento entre eles fazia a diferença. Estou dizendo isso, porque defendo a idéia de que este ano, o Brasil deveria chamar o time do Atlético MG e entregar a camisa da seleção. Assim teríamos mais chance. Mas a história sempre guarda surpresas.

Não sou a favor da Copa do Mundo no Brasil, e isso sempre deixei claro. Mas não é por causa disso que deixaria de torcer pela Seleção. Porém, o retrato desta Copa do Mundo se dá também no processo de convocação.  A seleção parece ser mais da CBF do que da nação que ela mesma representa. Mais uma vez essa seleção, que é motivo de orgulho para um país, esse mesmo país que não come, que não tem saúde, nem educação, parece não cair nas graças da população. Esse país que precisa de alegrias para esquecer suas mágoas, se escora em algo para conferir o seu pão e circo. Adoro o futebol, mas não é por causa disse que esquecerei do que pode ficar por trás de tudo o que vivemos e como isso pode ser usado para o mal. Através da desculpa, do orgulho desta nação, da paixão por futebol, milhões de reais estão sendo desviados dos cofres públicos, e outros tantos milhões estão sendo gastos em coisas desnecessárias. Dinheiro esse que poderia ser gasto em saúde, educação, segurança pública e a ampliação de uma série de serviços tão vitais para a população.

Mas com esses problemas a parte, e se existe como deixar para lá tudo isso, a convocação da seleção que vai representar o Brasil na Copa das Confederações, que é uma pré-copa, não foi lá essas coisas, porém o que mais chama a atenção, é a falta de componentes para se contar, Não há muito o que se fazer, a seleção é essa, e talvez na minha opinião, mudaria umas duas ou três peças. A verdade é que vivemos uma safra complicada de jogadores, e com o clima turbulento que vive a CBF, tudo fica pior. A mudança de um treinador, faltando tão pouco para a Copa, também é um fator que pesa contra o escrete canarinho. Não há o que fazer.

Essa Copa, seja das Confederações, como do mundo, está para ser perdida de tudo. Tanto fora do campo, quanto dentro. A semelhança com a última Copa que vencemos começa a aparecer. Naquela ocasião a nação pedia Romário, e Felipão, decidiu não levá-lo. Foi massacrado por todos, mas quando se sagrou Campeão, tudo mudou. Parece que o mesmo vai acontecendo com Ronaldinho Gaúcho. O que não se consegue entender é o critério. Se a convocação depende do que o jogador atua no seu time, então Ronaldinho tinha que está nesta lista e Neymar não. As semelhanças com 2002 acabam com a comparação dos barrados no baile, Ronaldinho e Romário. Em 2002, a seleção tinha, Rivaldo, o próprio Ronaldinho Gaúcho, e uma série de outros jogadores em momentos espetaculares, e a atual? Vamos nos apoiar em quem?

Análises futebolísticas de lado, ficamos devendo até no futebol. É incontestávelmente uma paixão, mas desta vez, não vai a lugar nenhum. O pior é ouvir o discurso nacionalista do presidente da CBF, e amigo do ARENA, José Maria Marin. Em suas palavras, ele pede o apoio da população. Ridículo esse pedido, que foi repetido pelo treinador Felipão, não a identificação com o país. A Copa que gasta milhões da nossa sociedade, não é realizada para o povo. O povo ficará de fora olhando, e acompanhando pela TV. Aí você me pergunta, o Brasil então perderá a Copa das Confederações? Perderá a Copa do Mundo? A resposta é que não sei, o que sei é que você perdeu. Por isso vou torcer nessa Copa das Confederações já sei para quem torcer. Pra cima deles Taiti.